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sábado, 8 de outubro de 2011

REGISTRO DE HISTÓRIA

GABRIELA E A TITIA

ESTA HISTÓRIA DE RUTH ROCHA ENCANTOU A TURMINHA, POIS NOS APRESENTA UM ADULTO FALADOR E CHEIO DE AFAZERES, E UMA CRIANÇA CHEIA DE ENERGIA, QUE APENAS QUER SER CRIANÇA E BRINCAR.



segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A BRUXINHA E AS BOLAS DE SABÃO

PROCUREI MUITO O LIVRO ORIGINAL, MAS NÃO ACHEI , SE ALGUÉM CONHECER ME MANDE UMA FOTO, A EDITORA, QUALQUER COISA..... POIS FOI OUTRA PROFESSORA QUE ME PASSOU, E ELA JURA QUE EM 1500 E BOLINHAS ELE EXISTIA. DAÍ EU E MEU IRMÃO REPAGINAMOS O DITO LIVRO. COM NOVA ILUSTRAÇÃO, MAS MANTENDO A HISTÓRIA ORIGINAL ( DEPOIS EU POSTO O QUE EU TINHA). ESPERO QUE A AUTORA ME ENTENDA E NÃO SE OFENDA!


(AQUI AS CRIANÇAS DESENHAM BOLINHAS, OU RECORTAM E COLAM, ETC)


( AQUI PODE-SE USAR LANTEJOULA, ELES ADORAM. É SÓ ENSINA-LOS A MOLHAR A PONTA DO LÁPIS NA COLA E PESCAR A LANTEJOULA! FICA LINDO)

( NESTA PARTE ALÉM DAS BOLINHAS PODEMOS ACRESCENTAR PEIXES DE DOBRADURA)

( AQUI BOLINHAS DE PAPEL CREPON  BRANCO PARA ENCHER A FOLHA! )

 ( NESTA PARTE , ALÉM DE LEVARMOS BALA PARA A TURMA PODE-SE COLAR O PAPEL, OU ATÉ MONTAR AS BALAS E ENCHER O VIDRO! )


AQUI É SÓ SOLTAR A IMAGINAÇÃO QUE ALIMENTAMOS ATÉ AQUI!
ANTES DO DESENHO, NUMA RODA DE HISTÓRIA, CADA UM PODE DIZER NO QUE AS BOLINHAS SE TRANSFORMARÃO, E RELEMBRAR O LIVRO!

domingo, 10 de outubro de 2010

BRUXA, BRUXA...





A desconstrução do medo de bruxa na literatura infantil contemporânea

Muitos medos a gente tem e outros a gente não tem.
Os medos são como olhos de gato brilhando no escuro.
(Roseana Murray)
Em minhas reminiscências de infância, a imagem da bruxa era sempre apavorante. Sua caracterização física auxiliava sobremaneira na construção do medo diante dessa figura feminina que, muitas vezes, era usada até por pais como elemento ameaçador a fim de disciplinar as crianças.
Cresci ouvindo a descrição da bruxa da história de João e Maria, senhora de feições grotescas afeita à antropofagia. Esse ser aterrorizante que comia criancinhas merecia mesmo tão duro castigo aplicado por João e Maria. Isso sem falar da madrasta da Branca de Neve que personifica essa maldade de bruxa a fim de castigar a enteada por sua beleza. Associado a essas imagens, surge o adjetivo bruxa, como caracterizador de mulher feia e megera.
Esta visão da bruxa passou por transformações e, atualmente, percebe-se a criação de bruxas que agem eventualmente com bondade ou, por vezes, portam-se como fadas. Foi diante dessas inquietações que surgiu a temática deste ensaio, a fim de investigar como se situa a imagem da bruxa nos dias de hoje.
Para tanto, partirei inicialmente de uma abordagem psicológica do que representa o medo de bruxa. Desejo e medo são elementos fundamentais para a evolução dos seres humanos, uma vez que temos medo do que desejamos e desejamos o que nos faz medo. Na evolução humana, esses temores devem ser enfrentados, sob a pena de surgiram patologias. O medo de bruxa pode ser relacionado a dois degraus da escada do desejo e do medo proposta pelo psicólogo Jean-Yves Leloup: medo da separação e medo de ser rejeitado pela sociedade.
As crianças têm medo de se separar da mãe (ou pessoa que represente este papel) e perder a garantia de segurança e proteção. Essa figura materna é vista com ternura e cercada de atributos positivos. Entretanto algumas vezes, a criança é contrariada em suas vontades exatamente por essa pessoa. Instaura-se, assim, o dilema infantil: como sentir raiva de alguém tão amado sem ferir-lhe os sentimentos e perdê-la? Manifesta-se a necessidade de dividir a figura materna em duas partes que corresponderiam a fada, vertente positiva, e a bruxa, lado negativo. Com essa cisão, a bruxa concentra em si a maldade e, por isso, pode ser odiada e castigada numa atitude de enfrentamento por parte da criança.
A bruxa, para vivificar esses desejos de vingança infantil, tem de corresponder a um ser detestável. Daí nasce a imagem de uma ardilosa senhora, de certa idade, que se veste em tons escuros e sombrios, sendo geralmente descrita como fisicamente fora do padrão de beleza social. A maldade precisa ser sua característica mais marcante a fim de justificar tamanho ódio a ela direcionado pelo personagem principal das histórias. Desta maneira, a dissociação de bem (fada-mãe-protetora) e mal (bruxa-mãe/madrasta-malvada) facilita a superação do medo da separação materna.
O desejo de corresponder a uma imagem de "homem de bem" ou "mulher de bem" gera a preocupação com o chamado imago social. Desse desejo de corresponder a uma imagem social de "bem", surge um medo de ser rejeitado pelo grupo e de ser diferente. A sombra, na conceituação proposta por Jung, contém os aspectos ocultos, reprimidos e desfavoráveis do homem. Para ultrapassar a limitação, o ego entra em conflito com esta sombra a fim de enfrentar a não aceitação de características pessoais socialmente mal vistas.
A necessidade de enfrentar a própria sombra é tematizada pela literatura infantil de diversas maneiras, dentre elas através das bruxas. Elas simbolizam a força perversa do poder. Por muito tempo, foram personificadas através de um estereótipo grotesco, a fim de impactar e causar horror. O herói precisa reconhecer a existência da sombra e a batalha travada para vencer o poder da bruxa representa o triunfo do ego sobre essas tendências negativistas.
Segundo a psicanálise, o maniqueísmo que divide as personagens facilita a compreensão de valores básicos da conduta humana e do difícil convívio social. Se essa dicotomia for transmitida através de uma linguagem simbólica durante a infância, não prejudica a formação de sua consciência ética. A criança identifica-se com os heróis do mundo maravilhoso, sendo assim levada a resolver, inconscientemente, sua situação pessoal. Dessa forma, consegue enfrentar e superar o medo presente à sua volta e pode, gradativamente, alcançar o equilíbrio na fase adulta.
A literatura infantil contemporânea convive com um sério problema: de que maneira apresentar ao público infantil esse lado pavoroso da "sombra do homem" tão presente na vida moderna? Será que essa polarização de bem e mal é o melhor caminho ou seria mais adequado mostrar a relatividade das coisas e as ambigüidades das pessoas?
A ética maniqueísta que separa nitidamente bem de mal, certo de errado, vem perdendo espaço. Em seu lugar, está presente uma ética relativista em que o mal aparente revela-se em bem ou resulta em algo certo. Essas transformações podem ser bem observadas diante da mudança no emprego de outra categoria de personagem que é a transfiguração de uma realidade humana.
A visão maniqueísta da bruxa apresenta-a como uma personagem-tipo ou plana que é estereotipada. Essa personagem corresponde a um procedimento padrão de maldade que nunca muda suas ações ou reações, sendo sempre má. Em conseqüência de uma nova visão de mundo, os escritores passaram a privilegiar personagens que sejam condizentes com essa relativização de conceitos. Essa dimensão ambígua do homem ganha forma através da personagem-individualidade, típica da ficção contemporânea. Esse tipo de personagem não pode ser rotulado como sendo bom ou mau, ele passa a "estar" bom ou mau diante diferenciadas situações.
Apesar das críticas recebidas pela ética relativista, ela mostra-se cada vez mais presente nas histórias infantis. Aqui a bruxa torna-se um elemento bastante representativo para uma observação da desconstrução da imagem de maldade da bruxa, inclusive com um trabalho de identificação do leitor com ela. Como exemplos de bruxas nessa concepção de personagem-individualidade, observei algumas produções infantis brasileiras. Encontrei manuais para entender melhor as bruxas com vestimente, acessórios, formas de agir etc. Bartolomeu Campos de Queirós mostra as sutilezas do lado bruxa da vida em Onde tem bruxa tem fada. Eva Furnari apresenta uma bruxa atrapalhada, bem próxima à realidade infantil, bem como a personagem Bruxa Onilda em suas viagens.
Como não poderia abordar várias obras, selecionai duas como representativas dessa nova bruxa: a peça A Bruxinha que era boa, de Maria Clara Machado e Uxa - ora fada ora bruxa de Sylvia Orthof.
Logo pelo título Maria Clara rompe com esse paradigma de maldade relacionada às bruxas. Na verdade, a bruxa/feiticeira era um elemento importante em diversas culturas, como por exemplo a céltica. Com a difusão da fé católica, ela adquiriu essa carga pejorativa. Diante da figura próxima ao demônio, os fiéis temiam as bruxas e, principalmente durante a Santa Inquisição, queimavam-nas em praça pública.
Na peça, há seis bruxas, sendo uma a chefe das demais que são aprendizes prestes a realizar seus exames finais diante do temido Bruxo Belzebu, sua Ruindade Suprema. Subliminarmente, questiona-se o poder da dominação do Grande Bruxo e o medo que as outras sentem de contrariá-lo de alguma maneira.
A Bruxinha Ângela, cujo nome sugere referência a anjo, é diferente das outras em seu comportamento e até fisicamente (típico Patinho Feio). Ela tem movimentos elegantes, risos ao invés de estridentes gargalhadas, rostinho angelical e cabelos estranhamente louros. Ela não apresenta o estereótipo da bruxa e não é de sua natureza fazer maldades.
Em certa parte da história, o Grande Bruxo convoca as bruxinhas aprendizes para fazer maldades pois só se vêem bruxas falsificadas, segundo ele.O primeiro alvo é Pedrinho, jovem lenhador, que acaba achando aquela Bruxinha diferente e até questiona se ela não é uma fada disfarçada. Com o auxílio dele, Ângela consegue não ficar presa numa torre que seria o castigo por não fazer as maldades típicas de uma bruxa.
Já Sylvia Orthof traz o humor para sua história ao contar as desventuras da baixinha e gordinha Uxa que, sendo bruxa, resolve dar uma de fada algumas vezes. Para desempenhar este papel, ela tem de mudar o visual e coloca peruca loura e chapéu de fada. Como para uma bruxa é difícil fazer caridade; ela, na tentativa de ser boa, acaba criando diversas confusões.
Depois de seus equívocos como fada, a varinha vira vassoura e ela diz que se cansou de ser tão boa... e loura. Ela descobre que pratica mesmo o que chama de "maldade beleza pura" e ajuda diversas pessoas. Num real afastamento da imagem de medo em relação à bruxa, a autora apresenta Uxa através de um narrador que se diz amigo dela. Para finalizar e atualizar esse referencial da bruxa, ela se apaixona perdidamente por um moderno computador.
Encerro, portanto, este ensaio com a certeza de que a imagem da bruxa, atualmente, não é mais apavorante e que inspira medo. Pelo contrário, multiplicam-se os sítios na grande rede de computadores que registram como fazer bruxarias e afirmam categoricamente as boas intenções das bruxas.
A literatura infantil está desempenhando este papel de mostrar a relativização dos conceitos de bem e mal em toda a sua ambigüidade humana. Ficam aqui como fecho duas frases; uma do narrador da história de Uxa, complementada pelas palavras finais de Iêda de Oliveira em Bruxa e Fada Menina Encantada:
" (...) sei não, eu acho Uxa muito parecida com muita gente!"
"Quando zanga, vira bruxa / Quando ama, vira fada."

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. 14. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000.
CHEVALIER, Jean e GHEERBRANT, Alain. Dictionanaire des Symboles. Paris, Seghers et Jupiter, 1969.
LELOUP, Jean-Yves. Caminhos da realização dos medos do eu ao mergulho no Ser. 10ª ed. Petrópolis: Editora Vozes, 2001.
COELHO, Nelly Novaes. Literatura Infantil - Teoria - Análise - Didática. 5ª ed. São Paulo: Ática, 1991.
MACHADO, Maria Clara. A Bruxinha que era boa. In: Teatro I. 12ª ed. Rio de Janeiro: Agir, 1987.
ORTHOF, Sylvia. Uxa - ora fada, ora bruxa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985
 
 




sábado, 15 de maio de 2010

TRÊS PORQUINHOS

DEPOIS QUE LI A HISTÓRIA DOS TRÊS PORQUINHOS, PEDI QUE A TURMINHA REGISTRASSE A HISTÓRIA, E OBTIVE BELOS DESENHOS!
VALE RESSALTAR QUE JÁ CONTEI ESTA MESMA HISTÓRIA COM FANTOCHES, OU SEJA , NÃO FOI O PRIMEIRO CONTATO COM AQUELE
" ROTEIRO"!


sábado, 6 de março de 2010

Espaços

Sala de vídeo

 
  

Professores Organizando a Sala de Leitura

   
  
  
  
  
  
 
Espaço sendo utilizado
 

 
 

 
 

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria. Jorge Luis Borges

E este é o nosso pequeno paraíso...
Nesta sala também guardamos os brinquedos que são utlizados coletivamente, no entanto este fato não atrapalha a atividade de leitura das crianças, pois eles já aprenderam a função daquele ambiente.

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