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terça-feira, 24 de abril de 2012

Comemorar?

Nos meus MARCADORES tenho : DATAS COMEMORATIVAS, no entanto esta não é a base do currículo desenvolvido com minha turma, e tão pouco na escola que trabalho. No entanto não podemos ignorar o mundo fora da escola, ou as manifestações culturais de nossa sociedade tão plural ! Assim, como ignorar a Páscoa? Mas como explicar, sem entrar no mérito religioso, a motivação desta data, que tem como ícone um COELHO QUE BOTA OVOS E O PIOR, DE CHOCOLATE!
O Dia Do Índio parece esquecido por nossa sociedade,  bem como sua importância no que tange as tradições e culturas que nos precedem e permanecem no nosso vocábulário, alimentação e em nossas raízes. No entanto já ouvi de um professor que ele : NÃO IA COMEMORAR O DIA DO ÍNDIO, POIS SE ISSO OCORRESSE ELE TERIA QUE TRABALHAR COM AS TURMAS O DIA DO GORDO, DO MAGRO! Diante de tal conceito como desenvolver e signicar esta data, esta minoria? Como desenvolver o tema da inclusão, do respeito as diferenças, e principalmente o preconceito social, e étnico? O que fazer e como tratar o dia da Consciência negra? Já ouvi também de um dito Pedagogo: "  E O DIA DO BRANCO?" Daí respondi : " O dia do branco se deu e se dá, ainda, todos os dias, durante os mais de 300 anos nos quais os negros foram ESCRAVIZADOS! No entanto,  a pluralidade de nossa cultura pede o dia do negro, do branco, do vermelho e do amarelo!
O mesmo se dá no Dia das Mães,  elas gostam, e sabemos que, enquanto Mães, gostamos desta homenagem, mas por outro lado o que fazer com os que não tem mãe? No Dia dos Pais passamos pelo mesmo dilema. Na Festa Junina fica mais dificil, pois a festa nasceu como comemoração às fartas colheitas , além de ser uma festa cheia de influência dos inúmeros países que nos colonizaram. Mas outra vez entramos num mérito religioso, já que São João é citado muitas vezes, inclusive nas músicas.... Assim algumas crianças não participam, e onde fica a questão da nossa Cultura e Folclore na Educação? No Dia das Crianças é mais fácil, mas para quem lembra  temos nesta data o feriado de Nossa Senhora Aparecida. 
E por fim quando chegamos no Natal a história realmente perde o controle, pois comemoramos, falamos de Papai Noel, e não podemos falar o que motivou a tradição e muito menos do Aniversariante do dia 25 de Dezembro, pois a escola é Laica!!!!!!
O que Fazer? Em geral chamamos estas Datas Comemorativas de: Manifestações Culturais e Sociais, pois elas estão inseridas em nossa sociedade,em nossa cultura e em nós. No entanto temos que ter medidas para tratar delas, medidas que nós Professores, ao planejarmos  e fundamentarmos o Currículo, temos que deixar claras, para não cairmos na tentação de passarmos duzentos dias letivos comemorando alienadamente  até o Dia do Cacau (26 de Março)...
POSTADO ORIGINALMENTE NESTE BLOG EM 30/03/2011 •♥´¨`♥•.¸¸.•♥´¨`♥~•.¸¸.•♥´¨`♥•.¸¸.•♥´¨`♥•♥´¨`♥•.¸¸.•♥´¨`♥~•.¸¸.•♥´¨`♥•.¸¸.•♥´¨`♥•♥´¨`♥•.¸¸.•♥´¨`♥~•.¸¸.•♥´¨`♥•
Ana Cláudia  

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Criança e Infância


 Disciplina: EIC 4 - Educação Infantil e a Criança com Necessidades Especiais.

A partir das leituras e estudos realizados, faça uma análise e elabore um texto, usando as suas próprias palavras, sobre a história social da infância (ou a história social da criança e da família) abordando o porquê de se dizer que tanto o conceito de infância quanto o de criança são socialmente construídos. 


As concepções de criança e de infância como as conhecemos hoje, nos parecem naturais, ou seja, parecem ter sempre existido em nossas mentes e sociedade, no entanto tais concepções tem se modificado ao longo da história, oscilando, segundo Ariés (1981) “entre os pólos em que as crianças eram consideradas ora um bibelô, ora um “ser incompleto”.
Assim tais concepções foram historicamente construídas, e por isso é que se pode perceber os grandes contrastes em relação ao sentimento de infância no decorrer dos tempos. Na Idade Média a criança era vista como um adulto em miniatura, e rapidamente era inserida no mundo adulto, sem nenhuma preocupação em relação à sua formação enquanto um ser específico, sendo exposta a todo tipo de experiência. Nos séculos XVI e XVII, segundo Ariés, surgem as primeiras demonstrações de “sentimento de infância”, tal sentimento teve origem na família, que passou a ver as crianças com ingenuidade, gentileza e graça durante o período da primeira infância,
Segundo Áries, até o século XVII, a socialização da criança e a transmissão de valores e de conhecimentos não eram assegurados pelas famílias, mas ao final do século XVII outro sentimento de infância, impulsionado por críticas de “homens da lei” e religiosos, em relação a “paparicação” dos adultos para com as crianças, esse outro sentimento estava relacionado a disciplinar as crianças para que se tornassem homens racionais, morais e cristãos. As grandes transformações sociais ocorridas no século XVII contribuíram decisivamente para a construção de um sentimento de infância. As mais importantes foram as reformas religiosas católicas e protestantes, que trouxeram um novo olhar sobre a criança e sua aprendizagem. A escola passa a ser responsável pelo processo de formação da criança até que ela estivesse “pronta” para a vida na sociedade, a aprendizagem, além da questão religiosa, passa a ser um dos pilares no atendimento à criança.
Este breve histórico demonstra que as concepções de criança e infância passaram por um processo secular de transformação, no qual criança ganhou status de “adulto em formação”, a infância se tornou uma etapa imprescindível à vida humana e a educação desta infância passa a ser responsabilidade uma instituição organizada para atender as expectativas da sociedade em relação ao que as crianças virão a se, à escola. Desta forma os conceitos de criança e de infância se tornam universais, e tendem a ser adequados à cultura, ao cenário econômico, religioso e intelectual de cada sociedade. Na modernidade, de forma generalizada, a criança é vista como um sujeito de direitos, situado historicamente e que precisa ter as suas necessidades físicas, cognitivas, psicológicas, emocionais e sociais, supridas através de um atendimento integral e integrado, entre família, escola, e sociedade. Já de forma específica a criança pode ser concebida como um “vir a ser”, uma matéria-prima para a construção do adulto, como um ser inocente que precisa ser protegido, como natureza que se desenvolve de forma inata em estágios biológicos ou ainda como suprimento para o mercado de trabalho.
Desta forma os conceitos de criança e infância construídos durante séculos são um legado as sociedades contemporâneas, e prosseguem sendo objeto de estudo em inúmeras áreas do conhecimento humano, no entanto temos que nos atentar ao fato de que estes conceitos geram uma massificação e homogeneização das concepções de criança e infância, nos dando a falsa impressão de que todas as crianças são iguais, de que todas as infâncias são iguais, as deixando sem contexto, sem singularidade. Outro ponto que merece atenção é que tais conceitos estão em dissonância com o atual contexto social, no qual buscamos construir uma sociedade para todos, inclusiva, uma sociedade que se adéqüe as diferenças ao invés de fingir que elas não existem, buscamos também uma escola para todos, ainda que eles sejam diferentes, não temos, neste contexto, a necessidade de uma única concepção de criança, ou de infância, atualmente buscamos ser capazes de aceitar que dependendo da cultura, da sociedade ou até da família, uma criança viva a infância de forma diferente de outra, que as questões econômicas fazem as infâncias serem diferentes umas das outras, e que estes fatores sociais influenciam padrões biológicos descritos como característicos da infância, podendo sufocá-los, potencializá-los ou anulá-los, ou seja, estamos experiênciando conceber a criança e a infância como únicas em cada indivíduo, abrindo espaço para que esta criança nos apresente a si própria e a sua infância.

O discreto bater de asas de anjos

Disciplina: EIC 4 - Educação Infantil e a Criança com Necessidades Especiais.

O texto “O discreto bater de asas de anjos” de Rubem Alves, nos conta que indivíduos com Síndrome de Down não conseguem, nem aprendem a ser desonestos como os demais indivíduos. A leitura me propiciou a percepção, mais clara, a respeito do fato de que ensinamos às crianças a “arte de fingir”, pois elas, não sabem mentir, ou fingir uma emoção, um desejo, um sentimento, somos nós, tanto em casa, quanto na escola, que ensinamos o quão interessante pode ser esta aprendizagem. No entanto aprender a mentir tem limites, pois o corpo, como afirma Rubem Alves, no texto, “carrega duas caixas na inteligência: a caixa de ferramentas e a caixa de brinquedos”, sendo que nesta caixa de ferramentas ficam guardadas todas as aprendizagens úteis. Assim, nas salas de aula, os indivíduos fingem que aprendem o que não tem utilidade, ou significado para eles, mas este conhecimento não fica armazenado na caixa de “ferramentas” e logo é descartado.  Já o indivíduo com Síndrome de Down não consegue fingir que aprendeu, que gostou, que aceitou (fato que também dificulta sua inclusão nesta sociedade acostumada a fingir!), ele apenas se recusa a prosseguir, e essa intolerância “ao fingimento” é o nosso termômetro para o trabalho que desenvolvemos com eles, e com a maioria das crianças que apresentam outras necessidades educacionais especiais, podendo ser estendido a todas as crianças, pois diariamente nos deparamos com crianças que se negam a ir á escola, principalmente no início do ano, devido ao necessário período de adaptação pelo qual todos passam. No entanto passado este momento as crianças passam a adorar a escola, e todas as vezes que voltam a se negar ou a chorar “as luzes amarelas devem ser acesas” como um alerta a nossa prática em sala, a nossa conduta, ou conduta de outros funcionários da escola, bem como ao tipo de conhecimento que estamos desenvolvendo e principalmente de que maneira, pois a recusa pode ter sido originada devida experiências pouco significativas e interessantes na escola, e a criança não sabendo ainda a “arte de fingir” só conseguem, como Edmar, se negar a prosseguir. Diante da negativa de qualquer criança devemos, assim como a Fundação Síndrome de Down, do texto, buscar caminhos, soluções e adequações, ao invés de simplesmente optarmos por EXCLUIR!

Enfim, o texto de Rubem Alves claramente nos fala da Síndrome de Down, e da peculiar condição dos indivíduos que tem esta síndrome, no entanto o texto nos trás também a questão das adequações que devem ser feitas para que estes indivíduos sejam incluídos de forma efetiva em nossas escolas e sociedade. Desta forma a palavra adequação, talvez, seja o principal verbo a ser colocado em ação para que a Inclusão ocorra verdadeiramente.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

CARNAVAL?

Carnaval

Festa móvel, realizada em fevereiro ou março, 40 dias antes da Semana Santa, contados a partir do Domingo de Ramos. Oficialmente dura três dias, de domingo a terça-feira, e termina na quarta-feira de Cinzas. Mas, na realidade, pode ter duração bem variada. Uma das maiores manifestações de cultura popular do Brasil, mistura festa, espetáculo, arte e folclore. Além do brasileiro, são famosos o carnaval de Veneza, na Itália, e o de Nova Orleans, nos Estados Unidos.
O carnaval tem origem pagã, nas festas e orgias da Antigüidade, nas danças da Idade Média e nos bailes de máscara do Renascimento. No Brasil, chega no século XVII trazido pelos portugueses. Chamado de entrudo, era uma brincadeira na qual as pessoas atiravam umas nas outras bexigas com água e farinha. No fim do século XIX surgem sociedades carnavalescas, como os cordões, os blocos, os ranchos e os corsos, que desfilam, dançam e cantam músicas anônimas. Em 1899 a pianista Chiquinha Gonzaga (1847-1935) lança a marcha Abre Alas e é a pioneira em compor especialmente para o carnaval.


Escolas de samba – Agremiações  que desfilam durante o carnaval com fantasias, alegorias e coreografias relacionadas ao tema escolhido a cada ano. Muitas têm uma organização quase empresarial e pagam salários a seus principais membros. Os figurantes desfilam organizados em setores (alas), cantando o samba-enredo da escola. A concepção das fantasias e a ordem das alas e dos carros alegóricos são determinadas pelo carnavalesco – o diretor do espetáculo.
A denominação escola de samba nasce no Rio de Janeiro , em 1928. O compositor Ismael Silva (1905-1978) é o primeiro a usar a expressão para se referir ao seu grupo carnavalesco, o rancho Deixa Falar. O primeiro desfile oficial é realizado em 1935. Atualmente, há desfiles de escolas de samba em todo o país. O do Rio de Janeiro, no entanto, continua sendo o mais tradicional e o de maior projeção. São cerca de 45 escolas de samba, com até 4 mil integrantes, divididas em cinco grupos. O principal é o grupo especial, formado pelas 18 maiores escolas.
Trios elétricos – Caminhões equipados com palco e aparelhagem de som – com até 100 mil watts de potência – que fazem shows ao vivo pelas cidades. Inventados na Bahia, saem no carnaval animando milhões de pessoas, que dançam atrás deles. O primeiro trio elétrico surge em 1950, quando Antônio Adolfo do Nascimento, o Dodô, desfila fantasiado, tocando frevos numa guitarra elétrica ligada à bateria do carro. O ponto alto do carnaval da Bahia é o encontro dos trios na Praça Castro Alves. Também fazem sucesso os blocos afro-brasileiros, como Olodum, Ileaiê e Filhos de Gandhi .
Frevo – Gênero musical e tipo de dança característicos do carnaval de Pernambuco. Música de ritmo bastante acelerado, é tocada por instrumentos de percussão e de sopro e dançada com passos quase acrobáticos. 

( ESTE TEXTO FOI RETIRADO DO BLOG ESPAÇO EDUCAR )

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

ANTON MAKARENKO

A CONSTRUÇÃO DE UM NOVO HOMEM

Makarenko nasceu em 1888 na Ucrânia. Era filho de um operário ferroviário e de uma dona de casa. Como a maioria das crianças daquela época, aprendeu a ler e escrever em casa, com o auxílio da mãe e logo depois foi matriculado em uma escola primária. No colégio teve acesso ás disciplinas de língua russa, aritmética, geografia, história, ciências naturais, física, desenho, canto, ginástica e catecismo, mas infelizmente não pode estudar a sua língua materna, a ucraniana, pois foi proibida pelo império czarista na Rússia e nem lógica e filosofia, exclusivas da elite.

Ao completar 17 anos, Makarenko finalizou o curso de magistério e entrou em contato com as idéias de Lênin e Máximo Gorki, que influenciaram sua visão de mundo e de educação.

Em 1906, ocorreu sua primeira experiência em sala de aula, na Escola Primária das Oficinas Ferroviárias, onde ficou durante oito anos. Logo assumiu a direção de uma escola secundária. Com a ajuda dos pais e professores, ampliou o espaço cultural e modificou o currículo. Estabeleceu o ensino da língua ucraniana.

A experiência mais marcante foi quando assumiu a direção da Colônia Gorki, em 1920 a 1928, era uma instituição que atendia crianças e jovens órfãos que haviam vivido na marginalidade. Nesta escola ele pôs em prática um ensino que privilegiava a vida em comunidade, a participação da criança na organização da escola, o trabalho e a disciplina.

Morreu em 1939, de ataque cardíaco durante uma viagem de trem.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

PESQUISA EDUCACIONAL

ANÍSIO SPÍNOLA TEIXEIRA 

 Anísio Spínola Teixeira nasceu em Caetité (BA), em 12 de julho de 1900, numa família de fazendeiros. Estudou em colégios jesuítas em Caetité e em Salvador. Em 1922, formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, no Rio de Janeiro.

Com apenas 24 anos, foi nomeado inspetor geral de Ensino do Estado da Bahia.

Em 1928, estudou na Universidade de Columbia, em Nova York, onde conheceu o pedagogo John Dewey.

De volta ao Brasil, foi nomeado diretor de Instrução Pública do Rio de janeiro, onde criou entre 1931 e 1935 uma rede municipal de ensino que ia de escola primária à universidade. Demitiu-se do cargo em 1936 e regressou à Bahia – onde assumiu a pasta da Educação em 1947. Seu trabalho à frente do Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos a partir de 1952, valorizando a pesquisa educacional no país, chegou a ser considerada tão significativa quanto a Semana da Arte Moderna.

Em 1964, com a instauração do governo militar, deixou o instituto – que hoje leva o seu nome – e foi lecionar em universidades americanas, de onde retornou em 1965 para continuar atuando como membro do Conselho Federal de Educação.

Spínola faleceu em março de 1971, no Rio de Janeiro.

sábado, 1 de outubro de 2011

A Liberdade de Escolher

ALEXANDRE SUTHERLAND NEIL

  Nasceu em Forfar, Escócia, em 1883. Ele era filho de um mestre-escola, homem puritano que regrava sua classe com um bastão de ferro. Neill não realizou o curso secundário no período regular, como os seus irmãos. O educador era tímido e não gostava muito dos livros, adorava trabalhar com as mãos.

Neill foi diretor de uma escola primária ao sul da Escócia onde começou a aplicar seus preceitos libertários. Deu aulas em King’s Alfred, uma escola londrina considerada progressista, mas não pode realizar grandes transformações. No ano de 1921, fundou a International School. Os problemas do pós – guerra fez com que a instituição mudasse de sede diversas vezes, até fixar-se num casarão de estilo vitoriano em Leiston, no condado de Suffolk, a 160 km da capital britânica.

O educador concretizou um sistema educativo em que o importante é a criança ter liberdade para escolher e decidir o que aprender e, com base nisso, desenvolver-se no próprio ritmo. 

quinta-feira, 21 de abril de 2011

ORIGEM : DIA DAS MÃES


Dia das Mães

Teve sua origem no princípio do século XX, quando uma jovem norte-americana, Anna Jarvis, perdeu sua mãe e entrou em completa depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a ideia de perpetuar a memória da mãe de Annie com uma festa. Annie quis que a homenagem fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas. Em pouco tempo, a comemoração e consequentemente o Dia das Mães se alastrou por todos os Estados Unidos e, em 1914, sua data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson: dia 9 de Maio.

Dados Históricos: A mais antiga comemoração dos dias das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses.

O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de "Mothering Day", fato que deu origem ao "mothering cake", um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.

Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Júlia Ward Howe, autora de O Hino de Batalha da República.

No Brasil, o primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica. - Pesquisa de Daniela Bertocchi Seawright para o site Terra.

Em Portugal, o Dia das Mães é celebrado no primeiro domingo de Maio.

Em Israel o dia da mãe deixou de ser celebrado, passando a existir o dia da família em Fevereiro.


Comemorações no mundo

Datas fixas

3 de março- Geórgia

8 de março- Albânia, Rússia, Sérvia, Montenegro, Bulgária, Romênia , Moldavia

21 de Março- Egito, Síria, Arábia Saudita, Emirados Árabes

7 de Abril- Grécia

10 de Maio-México, Guatemala, Bahrein, Hong Kong, Índia, Malásia, Qatar, Singapura

26 de Maio-Polônia

27 de Maio- Bolívia, República Dominicana

12 de Agosto- Tailândia (Aniversário da rainha Mom Rajawongse Sirikit)

15 de Agosto- Bélgica e Costa Rica (Dia de Atención De Maria)

8 de Dezembro- Panamá


Dias variáveis durante o mês

Segundo domingode Fevereiro - Noruega

Primeiro domingo de maio - Portugal, Lituânia, Hungria, Cabo Verde, Espanha, Moçambique, Angola

Segundo domingo de - maioÁfrica do Sul, Austrália, Bélgica, Brasil, China, Dinamarca, Alemanha, Estônia, Finlândia, IItália, Japão, Canadá, Países Baixos, Nova Zelândia, Áustria, Peru, Suíça, Formosa, Turquia, EUA, Venezuela

Último domingo de maio - França (se coincidir com o Pentecostes, é transferido para o primeiro domingo de Junho), Suécia

Segundo domingo de Outubro - Argentina

Terceiro domingo de Outubro - Bielorrússia

Início do mês de outubro -Índia

RETIREI O TEXTO DO BLOG ABAIXO! VISITE
http://datas-comemorativas.blogspot.com/

quarta-feira, 20 de abril de 2011

ORAÇÃO DAS MÃES


Oração das Mães




"Senhor, fazei que eu me lembre mais

das minhas responsabilidades do que

dos meus privilégios.

Que eu saiba amar

meus filhos sem intenção

alguma de possuí-los.

Que eu conquiste o respeito dos

meus filhos em lugar de exigi-lo.

Que eu seja compassiva e compreensiva

ante os defeitos deles, sendo forte

também em corrigi- los, não tendo nunca

amor de "vista grossa", o triste falso amor

que sabe apenas fazer todas

as vontades das crianças.

Que eu tente projetar no coração

de meus filhos a vossa imagem de Pai

e que a minha imagem de mãe seja

um reflexo de vossa imagem de Pai.

Que eu os faça crescer, estes meus filhos,

bem mais por dentro do que por fora.

Que eu saiba dialogar

bem mais do que ensinar.

Que a fertilidade do meu ventre não seja

maior que a sublime fecundidade da

minha alma de mãe.

E que esta alma de mãe seja uma cópia do vosso

grande coração de Pai.

Amém."


(de a "Vida Iluminada")

terça-feira, 19 de abril de 2011

ANTES DE SER MÃE

ANTES DE SER MÃE

Silvia Schmidt


Antes de ser mãe, eu fazia e comia
os alimentos ainda quentes.
Eu não tinha roupas manchadas,
tinha calmas conversas ao telefone.
Antes de ser mãe, eu dormia o quanto eu queria,
Nunca me preocupava com a hora de ir para a cama.
Eu não me esquecia de escovar os cabelos e os dentes

Antes de ser mãe,
eu limpava minha casa todo dia.
Eu não tropeçava em brinquedos e
nem pensava em canções de ninar.

Antes de ser mãe, eu não me preocupava:
Se minhas plantas eram venenosas ou não.
Imunizações e vacinas então,
eram coisas em que eu não pensava.

Antes de ser mãe,
ninguém vomitou e nem fez xixi em mim,
Nem me beliscou sem nenhum cuidado,
com dedinhos de unhas finas.

Antes de ser mãe,
eu tinha controle sobre a minha mente,
Meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos,
e dormia a noite toda.

Antes de ser mãe,eu nunca tive que
segurar uma criança chorando,
para que médicos pudessem fazer testes
ou aplicar injeções.
Eu nunca chorei olhando pequeninos
olhos que choravam.
Nunca fiquei gloriosamente feliz
com uma simples risadinha.
Nem fiquei sentada horas e horas
olhando um bebê dormindo.

Antes de ser mãe, eu nunca segurei uma criança,
só por não querer afastar meu corpo do dela.
Eu nunca senti meu coração se despedaçar,
quando não pude estancar uma dor.
Nunca imaginei que uma coisinha tão pequenina,
pudesse mudar tanto a minha vida e
que pudesse amar alguém tanto assim.
E não sabia que eu adoraria ser mãe.

Antes de ser mãe, eu não conhecia a sensação,
de ter meu coração fora do meu próprio corpo.
Não conhecia a felicidade de
alimentar um bebê faminto.
Não conhecia esse laço que existe
entre a mãe e a sua criança.
E não imaginava que algo tão pequenino,
pudesse fazer-me sentir tão importante.

Antes de ser mãe, eu nunca me levantei
à noite toda , cada 10 minutos, para me
certificar de que tudo estava bem.
Nunca pude imaginar o calor, a alegria, o amor,
a dor e a satisfação de ser uma mãe.
Eu não sabia que era capaz de ter
sentimentos tão fortes.
Por tudo e, apesar de tudo, obrigada Deus,
Por eu ser agora um alguém tão frágil
e tão forte ao mesmo tempo.

Obrigada meu Deus, por permitir-me ser Mãe!

domingo, 6 de fevereiro de 2011



Adaptação e Acolhimento:
Um cuidado inerente ao projeto educativo da instituição e
um indicador de qualidade do serviço prestado pela instituição.
Cisele Ortiz
Pretendo neste texto propor algumas reflexões sobre o processo de entrada da criança na escola de Educação Infantil. O acolhimento do ponto de vista das crianças, das famílias e da instituição, tendo como foco o planejamento do processo de acolhimento.
Tratar deste tema se justifica por algumas razões advindas da experiência:
Primeira razão, nos processos de formação de professores muitas vezes nos deparamos com situação de conflito entre profissionais e famílias que se forem investigadas com maior atenção são reveladoras de problemas mal resolvidos desde a entrada da criança na escola.
Segunda, quando questionamos a organização dos grupos infantis, normalmente há uma queixa muito grande de que as crianças estão eternamente em adaptação. Uma boa parte das escolas seja pública ou privada, costuma privilegiar a quantidade de vagas a serem preenchidas em detrimento da relação que se estabelece entre as pessoas, mudando as crianças de grupo com muita freqüência diante dos indicadores de desenvolvimento: sentar, engatinhar, andar, tirar fraldas... dentro deste tópico podemos ressaltar também o excesso de crianças em um grupo, desrespeitando o tamanho máximo dos grupos e proporção adulto/criança Considero esses aspectos como são fatores que interferem num bom acolhimento.
Terceira, os professores vivenciam o choro das crianças durante muito tempo, todos os dias, quem vê de fora pensa que eles já se acostumaram, mas não se acostumaram não com o nível de ruído, de estresse, etc... Sentem-se cobrados e observados caso a adaptação demore para acontecer, gerando ansiedade e instabilidade.
Quarta, inexiste o planejamento institucional da acolhida: Essa prática, embora comum, não está de todo disseminada na educação, principalmente nas escolas públicas e creches que atendem a população de baixa renda. Parecem existir ainda resistências em se planejar uma boa acolhida. Podemos inferir que há por trás disso a idéia de que é um “luxo” destinado aos ricos, pois a criança pobre não precisa deste cuidado, na medida em que mães e crianças de baixa renda já estão acostumadas a sofrer, de que qualquer lugar do mundo é melhor do que suas casas, e que quem precisa do serviço deve se submeter sem atrapalhar muito. Se se constatam problemas eles são considerados como uma “frescura” da criança ou excesso de mimo da mãe. Este preconceito na verdade revela uma concepção assistencialista, no qual a educação do pobre é vista como um favor.

Adaptação e política : o direito a uma acolhimento com qualidade
“A educação infantil inaugura a educação da pessoa. Essa educação se dá na família, na comunidade e nas instituições. As instituições de educação infantil vêm se tornando cada vez mais necessárias, como complementares à ação da família, o que já foi afirmado pelo mais importante documento internacional de educação deste século, a Declaração Mundial de Educação para Todos (Jomtien, Tailândia, 1990)” referendado no. PNE do Brasil de 2002.
O fato é de a escola de educação infantil já há 15 anos desde de 1988 é direito da criança e opção da família. Constituição, ECA e LDB reforçam a idéia deste direito.
O fato de não ser uma etapa obrigatória não deveria desobrigar o estado a proporcionar o acesso universal à escola infantil e os álibis, que aparecem, são muitos: não é demanda da população, as famílias preferem deixar seus filhos em casa, não há orçamento aprovado para isto, a prioridade é o ensino fundamental, etc.etc.etc. Por outro lado sabemos que a educação infantil é um serviço caro, pois deve haver poucas crianças por adulto, os ambientes requerem cuidados redobrados e os profissionais devem ser altamente preparados para a função.
Ora, o custo criança é alto para o município, pois requer equipamentos adequados, manutenção, formação permanente dos professores, muitas escolas pequenas e acolhedoras, portanto é melhor colocar a culpa na família que não demanda o serviço.
Sabemos que é preciso dinheiro para isso, mas também sabemos por onde ele tem andado até então...
Para que seja de fato opção é necessário que haja alternativas. O fato é de que as famílias trabalhadoras em especial as de baixa renda não têm outras possibilidades de atendimento a de seus filhos que não seja a creche e pré-escola.
Dificilmente encontramos nas famílias de baixa renda uma justificativa pautada nas necessidades infantis, como encontramos na família de classe média, que considera importante a criança conviver com outras crianças, freqüentar outros ambientes e se relacionar com outros adultos.
Os benefícios de se freqüentar a escola desde a mais tenra idade não é tão divulgado quanto seus malefícios e na verdade são poucas as pesquisas consistentes a respeito até mesmo por que algumas vezes nos deparamos também com a variável qualidade da escola, e do que ela tem a oferecer para os pequenos.
Há situações em que é a escola é muito ruim e não garante o essencial.
Conhecemos experiências em outros países em que a sociedade começa a se responsabilizar de fato pelo cuidado e educação das crianças pequenas e é possível freqüentar apenas a praça para poder tomar sol e brincar com outras crianças com a disponibilidade de um educador para tal, ou freqüentar uma biblioteca pública acompanhada de um adulto duas ou três vezes por semana e encontrar um atendimento especializado para a faixa etária, assim como também acontece com brinquedotecas, atelier de artes, salas de música.... O atendimento não é tão formal e a criança pequena pode ir com sua mãe, pai, avó ou irmão mais velho.
Infelizmente não está na pauta de nossos governantes, e não é prioridade nacional, discutirmos a maneira como educamos nossas crianças e o que temos a oferecer para elas. O déficit de equipamentos públicos para a faixa etária de 0 a 6 anos é de fato vergonhoso para um país como o Brasil.
Por outro lado penso que também há uma relação de poder entre as pessoas que se encontram em diferentes patamares, ou seja, entre os dirigentes de escolas e suas equipes técnicas e as famílias, pois dificilmente o fato de uma família procurar uma boa escola para seus filhos pequenos é visto como uma expressão de um direito seu como cidadã, ela tem que se contentar com o que existe e da maneira como está organizado.

Entre adaptar-se e ser acolhido - conceituação
Assisti a um filme muito interessante “ A Língua das Mariposas” de José Luiz Cuerda, que recomendo a todos os educadores, que conta a história de um menino que conduzido pelo seu professor, convicto de que a liberdade é o maior bem que um ser humano pode ter, descobre o mundo do conhecimento em todas as áreas da vida de um maneira, sensível, humana e real. No entanto o filme é ambientado na Espanha nos anos 30 e Moncho, o menino, perde a sua inocência com o advento do regime de Franco.
Logo no início do filme há uma cena que provavelmente conhecemos ou ouvimos falar Moncho perde a sono ao imaginar como será a sua escola, já que irá para a escola pela primeira vez. No meio de muita expectativa, ansiedade e medo, Moncho busca referências em seu irmão mais velho, que pouco o ajuda.

No dia seguinte é conduzido por sua mãe que o apresenta ao professor, ela demonstra muita preocupação e pede que o professor auxilie o seu “ passarinho”, sem perceber que está expondo a fragilidade do menino publicamente. As crianças com muita crueldade e incapazes de lidar com este estranho, zombam do menino, que também é asmático e precisa usar uma “bombinha”. Moncho, sentindo-se muito acuado e rejeitado, perde o controle sobre suas emoções e acaba por fazer xixi na calça. Daí para frente só mesmo assistindo ao filme.
Esta situação muito me chamou a atenção, porque acho que as crianças vivenciam a entrada na escola muitas vezes assim, com toda esta intensidade e é nosso papel enquanto educadores atenuar ao máximo os efeitos que a separação casa/escola gera em crianças pequenas.
“Há muito tempo atrás nas creches e pré-escolas e até mesmo nas escolas de ensino fundamental, parecia não haver outro jeito: ou as crianças se adaptavam ou se adaptavam. A mãe “precisava” trabalhar e a criança “precisava” ficar na creche. Os primeiros dias em uma instituição educacional eram visto como um mal necessário pelo qual toda criança deveria passar. A idéia que mais cedo ou mais tarde a criança acabaria se acostumando, o que de fato acabava acontecendo, fazia parte do senso comum. Sofrimento, insegurança, desamparo e outras possíveis decorrências deste processo eram desconhecias e por vezes ignorados.
“A lembrança dos primeiros dias de escola, faz parte do universo de lembranças da maioria dos educadores quando tratamos desta questão, nem sempre boas geram importantes reflexões sobre o processo de adaptação.”
“Lentamente, a educação passou a incorporar as descobertas derivadas da psicologia e em especial da psicanálise2., que se preocupavam com os sentimentos, as emoções, a individualidade, a construção da identidade e o processo de socialização. As escolas que atendiam as crianças de classe média e alta foram as primeiras a repensarem o processo de entrada da criança na escola através da formulação de procedimentos específicos. Desde então, inúmeras propostas têm sido implementadas visando receber a criança e sua família da melhor forma possível. Todas elas compartilham do princípio que a entrada na escola pode gerar estresse nos envolvidos, criança, família e profissionais da educação, podendo, no entanto, ser suavizado ao máximo, através de um planejamento cuidadoso e da antecipação de intercorrências.”
“Propomos aqui discutirmos alguns aspectos deste processo, já que ele possui estas múltiplas dimensões, visando considerá-lo como um cuidado inerente ao projeto educativo da instituição e como um indicador de qualidade do serviço prestado pela instituição.”
“A adaptação pode ser entendida como o esforço que a criança realiza para ficar, e bem, no espaço coletivo, povoado de pessoas grandes e pequenas desconhecidas. Onde as relações, regras e limites são diferentes daqueles do espaço doméstico a que ela está acostumada. Há de fato um grande esforço por parte da criança que chega e que está conhecendo o ambiente da instituição, mas ao contrário do que o termo sugere não depende exclusivamente dela adaptar-se ou não à nova situação. Depende também da forma como é acolhida.”
“Considerando a adaptação sob o aspecto da necessidade de acolher, aconchegar, procurar o bem estar, o conforto físico e emocional, amparar, amplia significativamente o papel e a responsabilidade da instituição de educação neste processo.”
“A qualidade do acolhimento é que garantirá a qualidade da adaptação, portanto não se trata de uma opção pessoal, mas de compreender que há um interjogo de movimentos tanto da criança como da instituição dentro de um mesmo processo.”
“Nesta última década, após a Constituição Federal, Estatuto da Criança e do Adolescente, lei de Diretrizes e Bases da Educação e mais recentemente o Referencial Curricular Nacional de Educação Infantil, todos afirmando o direito da criança a uma educação de qualidade, não dá mais para imaginar a criança fazer parte da creche, sem que se planeje a qualidade do acolhimento”.

“O acolhimento pode ser enfocado de diferentes pontos de vista.”

das famílias que compartilham a educação da criança com a creche/pré-escola;

da criança, do significado e emoção que é passar de um espaço seguro e conhecido, para outro em que é necessário um investimento afetivo e intelectual para poder estar bem;

do professor que recebe uma criança desconhecida e ainda tem as outras do grupo para acolher

das outras crianças que estão chegando ou que fazem parte do grupo e precisam encarar o fato de que há mais um, para repartir, mas também para somar.

da instituição, nos aspectos organizacional e de gestão, que prevê espaço físico, materiais, tempo e recursos humanos com competência para esta ação.”
“O acolhimento traz em si a dimensão do cotidiano, acolhimento todo dia na entrada, acolhimento após uma temporada sem vir à escola, acolhimento quando algum imprevisto acontece e a criança sai mais tarde, quando as outras já saíram, acolhimento após um período de doença, acolhimento por que é bom ser bem recebida e sentir-se importante para alguém.
Quando somos acolhidos, bem recebidos, em qualquer lugar, em geral nossa reação é de simpatia e abertura, esperando o melhor daquele ambiente daquelas pessoas. Quando ao contrário somos recebidos friamente, nossa tendência é também ignorar, não se envolver, passar desapercebidos. E o que acontece quando somos mal recebidos? A gente jura não voltar mais àquele lugar!”
“Por que com a criança e sua família deveria ser diferente?”
“Se considerarmos que cuidar é considerar e atender as necessidades infantis, ouvir e observar as crianças, seguir ao princípio de promoção de saúde, tanto ambiental como física e mental, interessar-se pela criança, pelo que ela pensa, sente, sabe sobre as coisas, sobre os outros e sobre si mesma, adotar atitudes e procedimentos adequados e fundamentados em conhecimentos construídos sobre as diferentes faixas etárias e realidades sócias culturais, o processo de acolhimento é um dos primeiros a ser objeto de cuidado em relação à criança.”
“Para a criança entrar na creche, pré-escola e mesmo na escola significa um processo ativo de construção de novos conhecimentos e de vínculos. Quando a criança chega na instituição ela já tem expectativas sobre o comportamento dos adultos, das outras crianças e até mesmo da forma de se relacionar com os objetos e brinquedos, pois ela já construiu referências a partir de suas vivências e experiências, mesmo que seja uma criança bem pequenina, um bebê. “
“Ela precisa de um tempo para que conscientemente fique claro para ela as diferenças entre sua casa e a escola, assim como para que ela transfira seus sentimentos básicos de confiança e segurança para alguém. Este tempo é bastante individualizado, algumas crianças passam por este momento de forma mais rápida, outros mais lenta, não podemos estabelecer isto a priori.”
“As crianças lidam fundamentalmente com a ansiedade da separação: a escola tem um papel fundamental ao estabelecer o corte na relação mãe-filho, e isto pode ser bastante positivo para ambos, no entanto pode gerar insegurança e fantasias de abandono e a escola e o professor são o porto seguro da criança nesta situação, garantindo-lhe o tempo todo através de sua atenção e de atividades adequadas o quanto elas não serão esquecidas.”
“Algumas crianças demonstram maior confiança e passam a freqüentar a escola como se naturalmente já fizessem parte daquele ambiente; talvez sejam crianças melhor preparadas emocionalmente, que já tenham vivenciado experiências positivas de separação, ou que esperam este momento ansiosamente, porque têm outros irmãos que já freqüentam a escola.”
“Mas, a maior parte das crianças podem reagir fortemente à separação e há diferentes maneiras das crianças reagirem a este processo: podem chorar ou ao contrário ficarem muito caladas, podem agredir a outras, podem adoecer, podem recusar-se a comer, a dormir, a brincar, é preciso acolher estas manifestações e conhecer a forma de cada um considerando como natural dentro deste processo e não rotulando a criança a partir disto. Algumas crianças têm rituais específicos para dormir, comer ou usar o banheiro, outras usam objetos tais como paninhos, chupetas, brinquedos e ficam apegadas a elas. Estas coisas têm um significado especial para elas pois criam a ilusão de que a mãe ou a pessoa na qual investem afeto estão próximas, lhes proporciona maior conforto emocional e segurança. Deixar que a criança mantenha seu jeito de ser, seus rituais e sua rotina individualizada, para aos poucos se ajustarem ao grupo, proporciona suavidade ao processo sem rupturas bruscas e maior controle do adulto sobre o processo.
Conversar a criança sobre seus sentimentos, sobre a rotina, contar o que vai acontecer com ela, ajudar a criança a expressar seus sentimentos e valorizá-la enquanto pessoa e promover sua auto- confiança para lidar com esta situação”3
Alguns indicadores de sofrimento
Outros sinais e indícios, além do choro, são reveladores do modo de estar na escola: dificuldade de vir para a escola; dificuldade de separar-se da mãe ou de quem traz a criança para a escola; rejeitar ser cuidado por outra pessoa; rejeitar alimentação; recusar-se a dormir; evitar usar o banheiro; recusar participar das atividades propostas; recusar separar-se de seus objetos de apego, tais como chupetas e paninhos; ficar apático ou ao contrário muito agitado; bater e agredir outras crianças sem motivo aparente; ficar doente seguidamente ou desenvolver doenças crônicas ligadas ao intestino, ou, ao aparelho respiratório; machucar-se continuamente, entre inúmeros outros que são característicos de cada criança e de sua história de vida.
Princípios para planejar uma boa acolhida
a) com o grupo de Professores e auxiliares de salas
1.
Manter a rotina que a criança pequena tem em casa, no caso de menores de 3 anos, quanto aos cuidados específicos. Manter os rituais para dormir, comer ou usar o banheiro.
2.
Para as maiores de 3, explicar como será o seu dia a dia e colocar a rotina visualmente num quadro, para que a criança aprenda a controlar os diferentes momentos.
3.
Objetos Transicionais ou objetos de apego – Algumas crianças usam objetos tais como paninhos, chupetas, brinquedos e ficam apegadas a elas. Estas coisas têm um significado especial para elas pois criam a ilusão de que a mãe ou a pessoa na qual investem afeto estão próximas, lhes proporciona maior conforto emocional e segurança.
4.
Valorizar a identidade da criança, e escolher junto com ela seu escaninho, seu cabideiro, colocando seu nome e garantindo que aquele lugar ficará disponível para ela todos os dias para que possam guardar suas coisas.
5.
Não ficar ansiosa para que a criança ajuste sua rotina a do grupo muito rapidamente Deixar que a criança mantenha seu jeito de ser, seus rituais e sua rotina individualizada, para aos poucos se ajustar ao grupo, proporciona suavidade ao processo sem rupturas bruscas e maior controle do adulto sobre o processo.
Conversar a criança sobre seus sentimentos, sobre a rotina, cotar o que vai acontecer com ela, ajudar a criança a expressar seus sentimentos e valorizá-la enquanto pessoa e promover sua auto- confiança para lidar com esta situação.
7.
A inserção das crianças deve ser feita progressivamente, duas crianças por subgrupo, por semana, sendo que cada criança inicia em um período do dia (manhã/tarde), o que dá às educadoras maior disponibilidade no atendimento a cada criança e seu acompanhante.
8.
Normalmente uma semana é necessário para que algum familiar permaneça junto à criança na creche, sendo seu tempo de permanência,gradualmente reduzido, à medida em que aumenta o tempo de permanência da criança na escola, até este ficar mais tranqüilamente período integral, se for o caso.
9.
A professora deve procurar manter uma rotina estável sem muitas variações para que a criança vá dominando cada vez a rotina. As crianças aprendem a se localizar no tempo, no espaço e com as atividades quando a rotina é mantida, além de construir vínculos e se organizar para a aprendizagem.
10.
Organizar cantos de atividades diversificadas com aquelas que ele sabe que dão mais ibope para aquela faixa etária específica, auxilia o professor a despertar o interesse da criança pela brincadeira e a se interessar pela escola. Vale também saber quais as brincadeiras e brinquedos preferidos da criança para introduzi-los neste momento. Os cantos de atividades podem também favorecer que as outras crianças fiquem mais livres e brincando entre si, enquanto o professor pode dispensar uma atenção especial para a criança nova.

11.
Considerar o parque como um espaço de atividade e planejar também intervenções também para este momento. No verão brincadeiras na areia e na água, bolhas de sabão, lavar roupas de bonecas, lavar o quintal, regar plantas, e fazer estas coisas com todo o grupo vai mostrando para as crianças que o ambiente doméstico e o escolar possuem diferenças e semelhanças. No inverno os jogos motores, as cirandas, os circuitos e obstáculos, garantem que a criança possa brincar fora e estar aquecida.
12.
Propor atividades culinárias simples: fazer gelatina, pipoca, suco, docinho de leite em pó, salada de frutas para o lanche ou sobremesa, favorece que a criança perceba a continuidade temporal.
13.
Propor leitura de histórias como metáforas dos momentos que a criança vive. Pode-se conversar sobre as histórias falando dos medos básicos de todas as crianças assim é possível que a criança
também se exponha e consiga lidar melhor com seus sentimentos.
b) Com o grupo de cozinheiras e faxineiras.
1.
Valorizar o trabalho da equipe de apoio;
2.
Informar às famílias quem são estas profissionais e seu papel na instituição;
3.
Formar a equipe de apoio da mesma forma que os educadores quanto ao entendimento, importância e estruturação no período de adaptação e de acolhimento;
4.
Envolver a equipe de apoio na reestruturação de sua rotina de trabalho durante o período de adaptação;
5.
Informar a equipe de apoio sobre o atendimento as crianças com dietas específicas
6.
Auxiliar a equipe de apoio a planejar um cardápio especial de adaptação

Planejando a adaptação com a família
Ou como preparar os pais para preparam as crianças e se prepararem para a entrada na escola
O planejamento do acolhimento com as famílias é de fundamental importância se pretendemos que o nosso projeto pedagógico seja transparente, respeitoso e de fato complementar a ação da família. Muitos pais também são de primeira viagem seja na creche ou na pré-escola e precisam de apoio e orientação. Algumas etapas são requeridas para que a criança possa iniciar sua vida escolar com sucesso. Sugerimos algumas:
Apresentando a escola
Organizar o trabalho com a equipe para que ela possa ser acolhedora para receber os visitantes.
Preparar a recepção da escola para que ela seja acolhedora e informativa.(Murais com fotos do trabalho com as crianças, informes, trabalhos das crianças, água, cafezinho a disposição deles, etc.)
Preparar uma pessoa para receber os pais que querem conhecer a escola e saiba dar todas as informações que eles necessitarem assim como ter “ouvidos atentos” para as questões específicas que possam emergir. Dependendo do tamanho e situação da escola este trabalho pode ser feito caso a caso, individualmente, em pequenos grupos agendados em reuniões,

No ato de matrícula
Deixar o mais claro possível para as famílias como a escola funciona.

Ter um plano de trabalho claro, conciso que elas possam entender e saibam o que esperar da aprendizagem de seus filhos a cada momento da vida escolar, tem se revelado fundamental para a conquista de pais parceiros. Não é apenas um contrato comercial mas um contrato de convivência que pode durar muitos anos.

Além deste programa de trabalho claro os pais devem ser orientados sobre as normas de funcionamento, horários de entrada e saída, procedimentos quanto a saúde e nutrição, canais de comunicação, calendário escolar, formas de acompanhamento do trabalho docente.
Estes dois materiais devem ser entregues aos pais por escrito, para que possam consultá-los sempre que for necessário.

Entregar um questionário informativo inicial que deverá ser entregue preeenchido no dia do retorno a uma entrevista previamente agendada.
No dia da entrevista inicial
Agendar uma entrevista com os pais e a coordenação da escola tem 3 objetivos: esclarecer dúvidas sobre a matrícula e sobre o entendimento da proposta da escola; conhecer melhor a criança e sua família e estabelecer um vínculo de confiança com os pais.
Muitas escolas têm um longo questionário, ou fazem uma anamnese com dados muito detalhados e às vezes até invasivos que vão deixando os pais acuados e ressabiados. Sempre será possível remarcar uma entrevista e conversar completando aquilo que for necessário. Concentre-se nas informações que possam auxiliar neste início tanto aspectos da saúde, como dos hábitos da criança e dos seus relacionamentos. Estas dados são importantes por que no período de adaptação deve haver uma continuidade dos cuidados e ter estas informações favorece o planejamento do professor.
Se for necessário no caso de crianças com necessidades especiais ou que necessitam de um acompanhamento em questões de saúde uma entrevista com o profissional da área de saúde pode ser realizada.

Reunião de pais novos.
Podemos convidar todos os pais novos de um mesmo grupo para uma reunião na qual novamente as dúvidas do projeto pedagógico e das normas de funcionamento podem ser esclarecidas e outros dados podem ser complementados além dos pais poderem se inteirar sobre outras atividades da escola que eles poderiam participar: eventos ligados a atividade pedagógica e eventos destinados aos pais. Necessariamente a professora, a auxiliar, o profissional de saúde e a coordenação da escola devem estar presentes nesta reunião.
Pode ser mais evidenciado neste momento o modelo de gestão escolar: esclarecer sobre clube de pais, comissões e representações, etc.
Se a escola tiver um vídeo sobre algum trabalho realizado com as crianças e professoras em interação pode ser ilustrativo de como funciona o dia a dia..
E finalmente pode ser planejado com os pais o período de adaptação propriamente dito, conforme descrevo a seguir:
Fundamentando para eles sobre a importância do período de adaptação
Ter uma pessoa que se responsabilize por todo o período de adaptação da criança parece ser fundamental para uma adaptação inicial eficiente. Esta pessoa, que não precisa ser necessariamente um dos pais, mas uma avó, tio ou tia, até irmão mais velho, deve permanecer com a criança durante os primeiros dias de entrada na escola até que ela se sinta tranqüila para aceitar ser cuidada pela professora sem muitas restrições. Este período varia de criança para a criança mas, peça que a pessoa se organize para permanecer pelo menos 4 dias. Embora saibamos que possa ser um transtorno para a organização familiar, garanta que é por pouco tempo, mas um tempo que evitará retrocessos na adaptação e favorecerá a construção de um vínculo com a escola mais tranqüilo e seguro, temos certeza e é o que a nossa experiência comprova.

Orientando e sugerindo como preparar melhor a criança se:
Falar sobre a experiência que será vivida:

conversar com as crianças sobre a nova escola,

falar o nome da professora e explicar que é para falar com ela sempre que precisar algo

contar as possíveis brincadeiras que podem acontecer

descrever a rotina

evitar falar o que desconhece para não criar falsas expectativas

não fizer promessas ou chantagens
Fazer as coisas juntos

Escolher a roupa que vai para a escola ou preparar o uniforme

Preparar a lancheira juntos

Combinar de fazer alguma coisa juntos na volta da escola

Se a criança demonstrar que quer levar um objeto de casa para a escola, deixe pois pode ser importante para ela durante esse período de adaptação. Chupetas, paninhos, bonecas ou bonecos ou brinquedos prediletos, podem auxiliar no processo de separação, por criar um campo de transição entre a
9
casa e a escola. Lembre a criança de cuidar bem dele, de colocar o nome, pois a escola não poderá se responsabilizar por isso.

Levar a criança até a professora

Procure chegar sempre com algum tempo, assim você pode entrar na escola e levar a criança até a professora.

Procure conversar com a professora sempre que for necessário, mas lembrar-se de que ela tem outras crianças na sala.

Procurar fazer uma passagem tranqüila: aceitar que a criança seja cuidada e conduzida pela professora apesar de sua presença

Se precisar de uma conversa ou orientação mais detalhadas não existe em procurar a coordenação.

Se comportar na sala da criança ou na sala de espera para cortar os laços de dependência
A escola pode disponibilizar uma sala de espera para os pais, enquanto as crianças estão no processo de adaptação. Esta sala serve para as crianças saberem que os pais estão por perto caso precisem, mas que não estão disponíveis o tempo todo.
A escola poderá deixar os pais mais à vontade para “dispensar” as crianças caso estas os procurem se tiverem algo para fazer, como ler um livro, ler um jornal, consertar um brinquedo, ouvir uma música e ver um filme.
Algumas experiências foram relatadas de escolas que mantém uma pequena oficina para os pais confeccionarem brinquedos para as crianças, de forma que eles se sintam mais participantes e também entretidos.
Faça combinados com as crianças e procure cumpri-los para que a criança não se sinta “ traída”. Se falou para a criança que vai precisar sair e voltará em meia hora, volte em meia hora, volte mesmo, não deixe de fazê-lo.
Procurar se abrir - o processo de entrada da criança na escola pode gerar dúvidas, incertezas e sentimentos estranhos com os quais não estamos acostumados a lidar. Nestas situações procure a coordenadora da escola pois ela pode auxiliá-los a compreenderem melhor o processo, a tirar dúvidas e a lidar com alguns destes sentimentos. Evite conversar com professora sobre isso e principalmente contagiar as crianças com suas emoções.
 


Para saber mais
Rossetti- Ferreira, M.C; Amorim,K.S. e Vitória, T (1997) Integração Família e Creche - O acolhimento é o princípio de tudo, Coletânea de Saúde Mental/FMRP- USP , Riberão Preto
Brasil, MEC - Referencial Curricular Nacional de Educação Infantil, 1998
Franciscato, I. - A adaptação da criança pequena à creche/pré escola , Crecheplan, 1998, (mimeo)
CRESAS, Accueillir à la Creche. À L’ école. Paris: INRP, L‘Hamattan, 1991
Balaban, Nancy - O início da vida escolar - da separação à independência Artes Médicas, Porto Alegre, 1988
Freire, Madalena e Davini Juliana – Adaptação pais, educadores e crianças enfrentando mudanças – Espaço Pedagógico, Série cadernos de Reflexão, 1999.
Artigos da Revista Avisa Lá : todas em Jeitos de Cuidar – em especial as números 2 e 5

FAÇA NOVO TEU ANO ( FREI BETTO)


Neste ano-novo, faz-te novo, reduz a tua ansiedade, cultiva flores no canteiro da alma, rega de ternura teus sentimentos mais profundos, imprime a teus passos o ritmo das tartarugas e a leveza das garças.

Não te mires nos outros; a inveja é um cancro que mina a auto-estima, fomenta a revolta e abre, no centro do coração, o buraco no qual se precipita o próprio invejoso.
 
Mira-te em ti mesmo, assume teus talentos, acredita em tua criatividade, abraça com amor tua singularidade. Evita, porém, o olhar narciso. Sê solidário; ao estender aos outros as tuas mãos estarás oxigenando a própria vida. Não sejas refém de teu egoísmo.

Cuida da língua. Não professes difamações e injúrias. O ódio destrói quem odeia, não o odiado. Troca a maledicência pela benevolência. Compromete-te a expressar ao menos cinco elogios por dia. Tua saúde espiritual agradecerá.

Não desperdices tua existência hipnotizado pela TV ou navegando aleatoriamente pela internet, naufra-gado no turbilhão de imagens e informações que não consegues transformar em síntese cognitiva. Não deixes que a espetacularização da mídia anule tua capacidade de sonhar e te transforme em consumista compulsivo. A publicidade sugere felicidade e, no entanto, nada oferece senão prazeres momentâneos.

Centra tua vida em bens infinitos, nunca nos finitos. Lê muito, reflete, ousa buscar o silêncio neste mundo ruidoso. Lá encontrarás a ti mesmo e, com certeza, um Outro que vive em ti e quase nunca é escutado.

Cuida da saúde, mas sem a obsessão dos anoréxicos e a compulsão dos que devoram alimentos com os olhos. Caminha, pratica exercícios aeróbicos, sem descuidar de acarinhar tuas rugas e não teme as marcas do tempo em teu corpo. Frequenta também uma academia de malhar o espírito. E passa nele os cremes revitalizadores da generosidade e da compaixão.

Não dês importância ao que é fugaz, nem confundas o urgente com o prioritário. Não te deixes guiar pelos modismos. Faz como Sócrates, observa quantas coisas são oferecidas nas lojas que tu não precisas para ser feliz. Jamais deixe passar um dia sem um momento de oração. Se não tens fé, mergulha-te em tua vida interior, ainda que por apenas cinco minutos.

Não te deixes desiludir pelo mundo que te cerca. Assim o fizeram seres semelhantes a nós. Saiba que és chamado a transformá-lo. Se tens nojo da política, receberás a gratidão dos políticos que a enojam. Se és indiferente, agradecerão os que a ela se apegam. Se reages e atuas, haverão de temer-te, porém a democracia se fará mais participativa. Põe no papel o que exiges de um vereador e de um prefeito. E faz com que teus candidatos o assinem. 

Convoca-os para debate em grupo, e examina como encaram os pobres e a pobreza. Não desperdices teu voto elegendo quem, no dia seguinte, te dará as costas, obcecado pelas mordomias do poder e seduzido pelas maracutaias que promovem enriquecimento fácil.

Em 2011 celebraremos o 63° aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Pratica-a em tua casa, com teus filhos e tua (teu) parceira(o). Não trate tua faxineira como uma semi-escrava. Remunera-a com um salário digno e propicia-lhe melhoria da qualidade de vida.

Arranca de tua mente todos os preconceitos e, de tuas atitudes, todas as discriminações. Sê tolerante, coloca-te no lugar do outro. Todo ser humano é o centro do Universo e morada viva de Deus. Antes, indaga a ti mesmo por que provocas em outrem antipatia, rejeição, desgosto. Reveste-te de alegria e descontração. A vida é breve e, de definitivo, só conhece a morte.

Faz algo para preservar o meio ambiente, despoluir o ar e a água, reduzir o aquecimento global. Não utilizes material não-biodegradável. Trata a natureza como aquilo que ela é de fato: tua mãe. Dela vieste e a ela voltarás; vives do beijo que te dá continuamente na boca: ela te nutre de oxigénio e alimentos.

Guarda um espaço em teu dia-a-dia para conectar-te com o Transcendente. Deixa que Deus acampe em tua subjetividade. Aprende a fechar os olhos para ver melhor.

Feliz 2011!

domingo, 7 de março de 2010

Menino apontou dedo a colega e foi expulso

Criançinha Amaricana com dedo... "ameaçador"...

Fica dois dias sem ir à escola e a mãe acha punição muito severa





Desde cedo que ouvimos dizer que «não se aponta que é feio». Decerto este menino do Michigan, de seis anos, também ouviu o mesmo conselho, mas isso não o impediu de apontar o dedo a um colega, como se fosse uma arma.
Por causa deste incidente, o menino Mason Jammer foi suspenso durante dois dias, pois a direcção da escola considerou o comportamento grave, apesar da pouca idade da criança.
De acordo com a cadeia de televisão «Fox», a mãe de Mason, Erin Jammer, considerou a punição muito dura, tendo em conta a idade do filho, que, diz ela, nem costuma ser violento.
De acordo com Erin, o menino estava apenas a brincar quando apontou o dedo ao colega. «Ele tem apenas seis anos e não entende nada sobre isso», afirmou a mãe.

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